segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Quem..?

Se tivesse a quem reclamar meu coração.."devolva-me"..sem clemência ou compaixão, se tivesse a quem reclamar meus pensamentos.."tire-me dessa falta"..com pressa de abraço, se tivesse a quem culpar pela falta de concentração, pelos gastos excessivos na conta ao fim do mundo, se tivesse de reler todos os sms pra deletar os mais banais e deixar os que levaram sorrisos, se tivesse que escrever cartas ao deixar trabalho, correr pelas ruas atrás de cartões..se tivesse que escolher presentes, descobrir gostos..se tivesse de quem culpar pela ausência se tivesse a quem contar sobre o meu dias e minhas peripécias, das minhas decepções e descobertas, se tivesse a quem contar do meu cansaço e em seu colo refugiar, se tivesse a quem contar das minhas dúvidas e dividir decisões, se tivesse razão pra desejar até logo a todos, nunca disse adeus, se tivesse com quem sorrir, chorar sem temer, se tivesse a quem me mostrar sem conhecer riscos e tão pouco receio do arrependimento, se tivesse a quem contar meus feitos, meus dias que se foram, dos dias que virá...se tivesse a quem contar das expectativas..se tivesse a quem formar sonhos, se tivesse a quem repartir segredos, se tivesse a quem culpar por não ter o que mais me causa falta no decorrer do dia...
O alguém sem nome a quem deseja se entregar sem ter o que temer ou porque temer, o alguém com defeitos que se tornam qualidades e qualidades que se tornam apenas parte do encanto que fortalece aquele sentimento que ansia todo santo dia pra que o mesmo acabe rapidamente e logo esteja junto a quem tomou o pensamento durante todo o dia, o perfume, o sms, o celular perdido por entre as coisas, o telefone esquecido, o trabalho deixado..a leitura feita..simples palavras que transformam todo o dia..
Se tivesse a quem dedicar o meu coração, a quem ele entregar sem clemência ou compaixão, se tivesse com quem deixar meus pensamentos..
Voltaria a viver o que esqueci de viver..
Há quem saiba viver pra si próprio e há quem saiba viver somente ao lado de alguém..
Queria amar, me apaixonar, não gritar ao mundo, sussurrar no pé do ouvido, queria ser, pertencer, queria tantas coisas, sem fobias ou afobia, sem receios ou medo...
Boa é a tristeza da dor que é de amar

domingo, 30 de agosto de 2009

A do vestido verde

Pois ela estava com umas idéias erradas. E com medo de si mesma.
Medo da situação, medo que o que fosse falar soasse errado.
Mas não era um medo gostoso de paixão.
Ela se sentia traída por si mesma... Como se o círculo vicioso nunca fosse parar...
Aquele círculo, de sempre colocar expectativas nas coisas, nas pessoas.
Nunca em si mesma.
Até que, em um clik, em um segundo... tudo muda. E nunca mais voltaria à sua forma de antes.
Ela abre a porta do carro, e vê tudo diferente. Abre o portão, e olha pra trás. E simplesmente sorri.
O andar até seu canto é comum, e expetacular!
As belezas voltam aos poucos a serem aquelas dos instantes infinitesimais.
Sua mãe a julga quando chega, mas ela nem se importava mais.
Uma sensação boa de não se importar mais, que só o medo vencido traz.
E sua vida ordinária se torna magnífica pois o amor não se encontra em outrém.
Nem na mãe, nem no pai,
Nem no amigo, nem no amante.
O amor não se encontra... ele esbarra, e fugaz, vai embora.
E é da fugacidade que tem medo. Não é à toa que tem medo de si mesma...
Mas a expetativa agora está no tempo presente e esses segundos maravilhosos
(que garantirão a eternidade, pensa) servirão de substrato à sua incessante meditação.
Ela não pensa, medita. Ela não beija, ama.
E como ela queria amar essa exata noite.
Mesmo assim, nenhum pensamento do passado passou por sua cabeça...
(esse passado recente, que insiste em ser presente).
Amanhã ela exercitará seu poder de meditadora... e distribuirá algumas charadas para os camaradas.
Olhando o presente com olhos não preconceituosos que diz ter e se questionando a cada instante sobre sua própria vontade.
A expectativa é ela mesma. E dar prazer pra si mesma. O prazer de se sentir no contexto perfeito para si.
Si...
Lá...
Sol...
Fá.
E a música nunca se fez ausente em sua vida. Eu em particular, amo-lhe!
Seu mais fiel amigo. Que sabe de todos os seus podres.

Théo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

*Barulho da lixeira*

Ah...se a mente fosse desktop, lixeira a esquerda, arquivos a direita, shift+delete nas péssimas lembranças, nos horríveis momentos, nas terríveis horas, nos arrependimentos, shift+delete em toda tristeza, na palavra dita e que teima em ecoar, shift+delete em cada dor, ah..se o coração fosse desktop, lixeira a direita, arquivos a esquerda, shift+delete em sentimentos ruins, nas decepções, nas percas, nas dores, nas razões, nas insanidades, nas amarguras, nas aflições, shift+delete em ilusões..shift+delete em cada composição que nos forma e que desejaríamos poder não ter em nós..se a felicidade se transformasse em bitmap, se as piadas se transformassem em txt, se as imagens, os momentos, as recordações, o dia feliz que passou se transformasse em jpg, se os melhores sentimentos, se as melhores escolhas, se as melhores lembranças se transformassem em apresentações..um clique, arrastá-los e soltar sobre os arquivos..com os dedos, transformados em mouse, movimentando no ar, ah..se todos tivessem tal capacidade..não seriam julgados loucos, insanos.."aquele ali dança no ar seus dedos sem motivo algum"..apenas uma lembrança pra aquele que esqueceu de jogar na lixeira algo que a si não causa bem..
Ah..se tivessemos tal capacidade..
que bom ainda termos a capacidade de viver e sobreviver perante cada situação que nos tira o chão e o ar..
Que bom que em meus arquivos ainda se encontra a crença no próximo e na minha lixeira os fatos que me fariam desacreditar em cada um..

dô! de caminho...

As escolhas matam aos poucos. Felizes os esquecidos, pois tiram o melhor de seu equívoco (estão sempre prontos com olhar de criança). Se não imito igualzinho, parafraseio Nietzsche... é assim que escreve o nome dele?

Pessimista por fora, otimista por dentro... Verdadeira na essência, dissimulada na aparência.

O que acontece comigo é uma especie de magia, uma espécie de sexto sentido.
Sei de tudo de uma forma meio onírica, e mesmo assim, se me perguntarem do que sei não conseguirei dizer nada. Nem fazer algo.

Um estado de dormência, completamente notificado de tudo. E mesmo assim, tão difícil fazer uma decisão. Pior que isso é não se culpar... por ter feito, e dado errado, ou deixado de fazer.

Mas e aí, cheguei até aqui...

E nada mais precisava que um ar nos pulmões! O CAMINHO já é lucro.

Eu disse que era só na aparência.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lembranças..

Se pudesse correr em direção ao passado de braços abertos em todo instante, me lançar em direção da sua profundidade disfarçando o desejo de desconhecer o fundo do poço, se pudesse ficar parado por um momento e ser coberto por centenas de folhas de outonos passados, se fosse a mim permitido refugia me em qualquer beco assombrado por sombras de tanques..eles sempre vão embora, aguarda-se o soldado pronto a socorrer, são filmes que se imaginam nos pensamentos, diferente dos filmes de lembranças formados pelos olhos, organizados durante a noite em que o pano preto se torna durante o silêncio a tela a receber tudo o que se foi..
Se pudesse me lançar ao esquecimento, desfazer-me do peso assumido, se pudesse questionar as aceitações e compreensões, desfazer os dias vividos, se pudesse me refugiar em algum abraço, esquecer por um momento todo o espaço existente entre o meu eu e o meu amanhã, se pudesse por um momento desaprender a viver com as incertezas e me desprender das preocupações..
Se pudesse por um momento jogar toda a história em um canto, desfazer meus sorrisos, derramar meus lamentos,se pudesse por um momento me fazer de fraco..se pudesse por um momento retornar ao meu passado e ao menos manter uma das percas presente..
Em troca de uma paz que há muito tempo não vejo em qualquer canto do meu infinito, talvez abriria mão de tudo..
Restou-me continuar dia após dia e já não tenho palavras pra me expressar..
Triste é a incerteza e a obrigação que se tem de fazer-se além da sua altura..se pudesse trocar todas as incertezas por qualquer certeza, ainda assim...conviveria com a surpresa de descobrir o que se tirará da caixa mágica..
Lembre-se no meu pior momento, quando nada mais restar sob meus pés, quando a consciência partir, quando o cansaço persistir, lembre-se que muito mais do que fiz..nada mais do que obrigação..

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Nada é Tudo!

Nada é Tudooo! Que incrível confissão que me faço...
Pois quando minha mente se senta em sua cadeira predileta
e simplesmente deixa todas as tarefas sistemáticas
finalmente se encontra em estado de alerta...
(pois, porque não faço isso o tempo todo?)

As coisas giram ao meu redor... e fico em silêncio.
Completo silêncio, porém em alerta.
Não um alerta ansioso (que nada mais é que o medo antecipado)
Mas um alerta completo dedicado...

Dedicado ao meu ser. Um egoísmo que fascina...
E nada de repente vira tudo.
Minha mente, alucina,
com essa idéia de que posso ter, na realidade, o mundo!

Pois se me condenam por ser egoísta, vaidosa, individualista,
digo entusiasmada, à esses hipócritas:
De que maneira pensam em tornar o mundo melhor
sem se tornarem dignos dessa perfeção?

E mais uma vez me justifico ao mundo
(essa pisciana incorrígível)
cujo medo maior é de que sua história
seja maculada por deslizes.

Mas ela é linda. E nada mais importa. Nada é tudo.
(o que vale é a intenção... rsrsrsrrss)

Por que meus textos não conseguem ficar sem uma risadinha?

=P

domingo, 23 de agosto de 2009

Da vida o seu silêncio..

Quando se encontra escasso, procura-se resposta por todos os lados, não há no presente a resposta do espaço formado, sussurra-se e as palavras ecoam-se por todos os lados, diagnosticam como vazio..espaço sideral particular..não há menor som que não se transforme em estrondo feito trovões..não há o que preenche, somente o silêncio..
O silêncio compreendido torna-se o aliado nas batalhas, de norte a leste, de leste a oeste, recebe-se..os golpes e permanece em direção do que se denomina horizonte, não o vê nos olhos, o tem como sonho..pintado em algum canto do coração, não se exclama, não se interroga, não questiona, não procura, recebe as feridas, encaminha-se a qualquer parte do corpo intacta, deixa-as a espera da cura fornecida pelo tempo, prossegue sem tomar conhecimento da dor a anelar pela atenção dos olhos, olhos que não se atreve a reconhecê-las, pensamentos que não se atreve a se ver, tomar conhecimento de si próprio faz deixar de viver..
Aos quinze a vida já havia perdido todas as suas cores, o início da madrugada de maio ficou registrado em alguma parte das lembranças, o pisca alerta, o par de luzes em movimento, os semáforos ultrapassado, os veículos a abrir espaço, a solidariedade humana que se via em um trânsito movimentado, o semblante do taxista a abrir espaço, a vida sobre a linha de decisão, morria-se ou vivia e perto de perder a consciência, passei a segurá-la, a morte acenava no semáforo ultrapassado, a perca da consciência foi momentânea, as frases cravada no peito, os olhares transtornados, já não havia o medo, já não havia mais o que temer, já não havia mais o medo de viver, tornou-se a solução em problema..
Problema de não sentir medo, grave problema, a coragem se torna ousadia, ousa-se á todo momento, qualquer desafio é adrenalina, qualquer adrenalina é controlada, a prudência se torna imprudência, passeia-se por canto em canto tomando conhecimento apenas de si próprio, a autoconfiança torna-se o desafio pessoal não conquistado, prefere-se ter medo, medo de ousar, medo de desafiar, medo de continuar, medo de enfrentar, prefere-se aprender tudo conforme cada passo ao invés de se destruir por andar sem contar os passos,..
Passos que acabam com o corpo, desvanece o rosto, seca os olhos, não há o que traga beleza ao sorriso, não há cor nas palavras, não há sentido nos pensamentos, tudo se torna controlável, tudo se alinha nas linhas da palma da mão, tudo se mantém em controle, nada foge aos olhos, o aprendizado de cada dia torna-se a força para o próximo dia, a capacidade de saber agir torna-se a esperteza para novas franquias, forma-se um império em fortuna, segredos e histórias e não há quem ouse presentear com um espelho, não se olha..viver sem medo é acabar com si próprio, anula-se pelo próximo, não se conhece limite, o limite é não permitir a queda de uma lágrima, sacrifica-se por todos sem esperar o mesmo de alguém, entrega-se ao sonho que se torna obrigação e não há quem desfaça as malas..embarca sem volta, não há como fugir, o mar é revolto e o corpo está cansado, deixa-se ser levado e pelas águas se vai, a leste ou oeste, o horizonte sempre aponta para o norte e os olhos o enxerga em algum canto do calendário..algum dia há de chegar a paz que nunca se encontrou até a manhã..
Aquela manhã que ficou registrada no coração, palavras, sorrisos e risadas trocadas, não há paz que se compare a aquele dia que ficou guardado, por um momento o coração foi preenchido e por nenhum momento ecoou qualquer som dentro do coração, por um momento o pé se desprendeu do chão e o medo de criança perante o seu primeiro encanto se fez claro no silêncio dos olhos, coisa simples da vida, sem segredos e valores, passar a manhã junto a quem se tem no coração e voltar sentindo o gosto de um sentimento que há muito tempo não se sente no coração..lembra-se então que se é humano como todos os outros e não há quem tire do coração o sorriso e o olhar que o fez despertar do seu silêncio..passa-se a gostar e a desejar estar junto independente da forma e jeito, apenas as horas é o que importa..
Viver sem medo faz-se esquecer de uma das coisas mais importantes da vida, á/a de ser humano como todos....